Pra começo de conversa, eu trocaria o dia pela noite sem problema algum. Aliás, funciono melhor pela noite (deixa de ser mente suja...), meu cérebro, minhas ideias e meu ânimo, pela noite, estão sempre à mil.
Se eu pudesse escolher uma coisa pra ser na vida, gostaria de ter uma banda de rock n’ roll. Talvez eu fosse feliz tendo uma banda, viveria com os olhos pretos pela maquiagem, o cabelo vermelho e ficaria entre botas altas e allstar.
Opa!!
Tirando a banda, essa sou eu. Ah sim, e feliz! Mas nem em sonho vou ter banda, é um bem pela humanidade. Quem já me viu cantando é testemunha, deixo para quem tem talento para a coisa. Noção é uma coisa boa, é bom ter.
Eu sei que vivo dizendo que se definir é se limitar, mas azar de quem acha que eu sou só o que escrevo. Então vamos nessa:
To apavorada que estou chegando aos 22 anos. É uma idade estranha essa dos dois patinhos na lagoa.Coisa fresca!
Bom, lá vai: Meu nome é Tônia Werste, simples assim. 11 letras e diz tudo. Tônia porque meu pai quis, Werste porque meu pai me batizou.
Estou me formando em Direito, não sei bem como eu fui parar nesse curso, nunca me passou pela cabeça que faria, mas no uni duni tê caiu ele, e pronto, cinco anos depois to pegando o diploma. Agora é fazer valer, né?
Meus pais são os responsaveis maiores por tudo que eu sou, se tiverem alguma reclamação passem ao departamento de ‘veja bem’ da minha casa que eles atenderão. Devo o hábito da leitura à minha mãe, que pegava livrinhos infantis e fazia eu deitar ao lado dela e ler só pra acompanhar ela que também estava lendo... Me sentia o máximo quando eu terminava de ler um livro de 10 páginas com letras grandes e a mae não tava nem na metade do livro dela. Já meu pai foi a paciência pra brincar comigo, já que sou filha única, né? Era tudo, desde bolita até o patins. Ele riu tanto quando eu tava aprendendo, mas quando eu aprendi e fiz ele colocar um patins nos pés, as grades da janela da minha casa lembram o quanto teve que aguentar.
Aliás, uma vez eu lavei a louça e pendurei no varal. Que orgulho, né?
Já fiz vários planos de fugir de casa também, mas vou deixar minha infância pra tras porque sinto enorme falta dela. Pra resumir, continuo morando com meus pais, eu amo eles, mas espero poder ter minha vida independente. E tão logo quanto puder.
Sou uma pessoa viciada em internet, faço tudo na frente do computador. Tá, não tudo, mas assim, a maior parte do meu tempo estou online. E não que eu goste, prefiro mesmo viver a vida real, só que a matrix me proporcionou as coisas mais legais que tenho na atualidade e devo minha vida à ela. Isso é fato. Aliás, meu tempo começará a ficar menor na frente do pc, e mesmo sendo um vício, fico feliz. Hora de começar a viver a vida adulta, né?
Meu combustivel diário é o riso. A gargalhada. Pessoas que não sabem me fazer sorrir e nem mesmo sabem sorrir não são bem-vindas. Não to dizendo que tem que ser um debil mental e rir de tudo, mas poxa, levar a vida com um pouquinho mais de entusiasmo, amenizar problemas com o bom-humor é essencial. Ah, e outra, adoro gente idiota, pronto, contei. São os mais divertidos.
Não suporto gente fazida, mal-comida, reclamona e estupida. Também não gosto de gente que copia os outros. Se quer copiar que seja, pelo menos, com originalidade. Sabe quando tu ta falando com uma pessoa e enxerga nitidamente outra pessoa no lugar dela? ¬¬
E ainda... aprenda a ser sincero. Não precisa me adoçar pra dizer o que eu preciso ouvir. Enfeitar demais, derruba.
Respeito a natureza e o universo que vivo, só detesto pisar na grama com os pés molhados... nojinho, gruda! Preciso de concreto pra viver. Cidade. Movimento. O que pode ser bem contraditorio pra alguem que mora em Entre-Ijuís, mas é isso. Não quero uma casa no campo onde eu possa compor muitos rocks rurais. Quero um escritório, uma lareira, um big tapete e muitos livros.
Quero filhos.
Tenho preconceito ao preconceito. Preconceito e injustiça são duas das poucas coisas que me tiram do sério, assim como também a obviedade. Sou péssima em lógica. E nada me deixa mais triste do que me sentir burra e inútil
Me acho incapaz de despertar inveja em alguém, por isso sou mais tranquila quanto a isso. Não tenho inimigos, nenhum mesmo. Até porque quando percebo algum tipo de maldade nas atitudes de alguém, eu corto qualquer tipo de relação.
Atrasos me inquietam.
Ai, tê contá uma coisa: sabe gente que se acha? ADORO, são meus maiores motivos de riso. Pessoas assim são feitas pra serem debochadas, afinal, pode ter certeza que em alguma foto do Orkut vai tá la escrito: simplismente feliz. Sim, com i. Sem contar que pessoas que se acham são nada originais. Adoro essas pessoas, bem longe da minha vida.
Indispensável é a troca de olhares.
Meu passatempo favorito é escrever, e tá bem estampado no meu blog: NEM SEMPRE GERA TALENTOS. Mas enquanto eu continuar tendo ideias, tempo, vontade e minha saúde permitir, vou continuar escrevendo, mesmo sem leitores.
Até nem descobri um talento de verdade em mim, algo que eu possa dizer que sou realmente boa no que faço, mas acredito que sou sincera como poucas pessoas conseguem ser.
Ah, mas sei também que sou chata, entre outros milhares de defeitos. E quem não tem que atire a primeira pedra (tenta não acertar meu olho, tá, ô modesto?!)
Sonho de consumo: coleção completa de DVD’s do Friends.
Eu sou um misto de sentimentos. Não gosto de dizer, por exemplo, “eu sou decidida” porque provavelmente vai aparecer alguma situação na minha vida que terei sérios problemas pra resolver. Eu não sou nada, o fato é saber quem eu estou. Sei apenas que construi meu carater, prezo por alguns valores morais e assim vou vivendo.
Não banco falsa-moralista também, vivo dizendo que quando saio deixo meus critérios em casa, mas muito mais no quesito diversao do que qualquer outra coisa.
Sinto saudades do carnaval.
Sinto saudades do Couto. Sinto saudades de beber com o Daniel, das piadas infames do Gelis, de ser o eco da Ana, de comprar chocolate com a De, de fazer compras com o Thi, de terminar com as piadas do JP, de incomodar o Segato, de inventar bebidas com a Belinha. Sou bastante do ambiente que me rodeia. E sou a falta do Rex, meu futuro beagle.
Tenho um quarto que estou aprendendo a conhecer, e uma cama que estou aprendendo a gostar. Adoro o frio, mas não essa sacanagem que tão fazendo aqui no sul, como diria o Indio, um dos meus ídolos.
E ainda digo que não sei como será de hoje em diante mas sei que sinto orgulho de mim por ter conhecido tanta gente do bem.
Aprendi sobre persistencia. Não venço a ansiedade. Não resisto a um chokito. Adoro abraçar. Me emociono com músicas. Eu danço sozinha no quarto. Minhas brigas diárias com o cabelo ainda são anormais pra mim. Tenho um gnomo azul de estimação. Assim como também o Grêmio é uma paixão. Sou uma fotografa-desenhista-cantora-motorista-dançarina frustrada. Tenho alguns vícios que pouca gente sabe (testes e revistas de criptogramas... agora continua pouca gente sabendo).
Ta, e sou teimosa.
Odeio forró, falta de consideração e falsos arrependimentos.
Não sei como lidar com muitas situações que estão acontecendo na minha vida, mas sempre fui cobrada em atitudes. Toda hora estou tendo que tê-las e pelos mais diversos motivos, e assim, acabo enjoando de pessoas frouxas.
Bebida é cerveja. Vinho é coisa de fresco.
Relacionamentos com submissão não dão certo. Odeio mulherzinha. Prezo pela fidelidade e respeito. Opostos até podem dar certo mas sou mais Fernando Anitelli: os dispostos se atraem...
Não morro sem antes ver um show do O Teatro Mágico, sem ir no Olimpico e Café Cantante com o Daniel e ainda assistir ele mesmo cantar (com a banda dele). Tenho tantos planos
Eu gosto de viajar.
Gosto e odeio tanta coisa. Mas assim somos todos, vivendo entre o amor e o ódio, a razão e a emoção. E em toda minha falta de poder de síntese, descubro que de todos os meus talentos losers, eu também nao sei terminar textos.
Então, como diria a Fátima Bernardes: Boa noite!